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Invertebrados Bentônicos

A fauna bentônica, isto é, a que vive sob ou sobre o substrato, compreende diferentes grupos de invertebrados, tais como insetos nas fases de ninfa e larva, vermes, crustáceos e moluscos. Essa comunidade abrange organismos de vários níveis tróficos, desde consumidores primários a predadores, e apresentam uma ampla gama de hábitos alimentares, incluindo coletores, raspadores, retalhadores, predadores e parasitas.

Os invertebrados bentônicos podem habitar o fundo dos oceanos, estuários, rios e lagos e podem viver fixos, enterrados ou associados aos substratos tais como sedimentos, rochas, troncos e plantas aquáticas, durante todo ou em parte de seu ciclo de vida (ROSENBERG & RESH 1993). Sob o aspecto ecológico, esses seres exercem papel preponderante na reciclagem de compostos orgânicos, participando da redistribuição do material de fundo e concorrendo para a decomposição de substâncias potencialmente poluentes.

Os organismos bentônicos são utilizados como bioindicadores, pois possuem baixa mobilidade, apresentam seletividade quanto ao habitat e refletem com maior exatidão eventuais desequilíbrios ocorridos no ambiente, seja pela introdução de substâncias contaminantes e poluentes nos corpos d’água, seja pela alteração física do substrato ocasionada, por exemplo, pelo transporte de sólidos na área de drenagem.

De acordo com o tamanho dos organismos, a fauna bentônica é classificada em três grupos principais: microfauna, meiofauna (0,044 mm a 0,5 mm) e macrofauna (0,5 mm até 1,0 mm).

A meiofauna tem sido utilizada como uma ferramenta em estudos ambientais e de biomonitoramento (Warwick, 1993), em função de seu pequeno tamanho e alta densidade, que facilitam as amostragens quantitativas, e do seu ciclo de vida (geralmente mensal), pois seu potencial de resposta temporal para eventos de poluição é mais efetivo do que o do macroinvertebrados bentônicos (CASTRO, 2003).